17.1.08

E vivo, sobrevivo, enfrentando os medos:
É por aí que ele me analisa.
Cazuza, em seu eterno, POEMA

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos ou anos atrás

Foto: Kenji Okimura

11 comentários:

Jorge Elias disse...

Jacinta,

Este belo poema fica ainda mais lindo na voz do Ney Matogrosso.
Já ouviste (interrogação).


JEN

Mary disse...

Eu amo essa música!
"Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo"
E ela traduz alguns sentimentos que estão em mim ultimamente...
Adorei o blog.
Volta no meu quando quiser.
Muito bem-vinda!
Bjinhos.

Diego disse...

gostei muito da sua visita... espero que volte sempre, sua casa também é muito bela e cheia de vida!

=)

Luis Eustáquio Soares disse...

na vulnerabilidade letal que nos toca viver, é só mesmo o amparo de outras vulnerabilidades de que precisamos,
b
te convido a uma visita
luis

Dauri Batisti disse...

Jacinta,

acabei de publicar um poeminha no "essapalavra" que também fala de medo e, quando venho te visitar encontro esse... Rss.

Um abração.

Luis Eustáquio Soares disse...

oi, minha virtual virtuosa amiga, e vice-versa e versa-vice, agradeço a gentil visita,
beijos,
luis

Nika disse...

hola Jacinata,

gracias por pasar por mi blog, tampoco sé escribir en portugués, pero comprendí tu poema y me gustó, pues de alguna forma me identifiqué con él.

el miedo, la oscuridad, nada pueden hacernos una vez que hemos descubierto que no son más que aquellas ilusiones que nos creamos para no avanzar.

besos

disse...

Que poema lindo, moça! Eu já tava pensando no comentário quando vi que num é seu, é do Cazuza, mas ótima escolha.

kenji disse...

oi Jacinta td bem?
qnta honra em ter as minhas fotos postas no seu blog..mto obrigado..bjos..kenji..japao!

héber sales disse...

cazuza é tudo de bom.
foi ótimo lê-lo aqui.
um beijo pra vc, jacinta.

Toda Poesia disse...

Jacinta, passei pra retribuir a visita. Só. Mas fiquei. E fiquei. e FIQUEI...rs... Pois é, quando a gente gosta de um espaço, é tão bom ficar nele, não é mesmo? Gosto de flores, gosto de música, gosto de poesia. Tem isso aqui. E tem perfume. E tem sensibilidade. Então FIQUEI. E vou voltar (o que me lembra outra música: "Vou voltar. Sei que ainda vou voltar...", na voz do Quarteto em Si... Bem, voltarei, com certeza. Pra renovar minha vontade de florescer, todos os dias. Obrigada pelos comentários tão gentis no meu blog. A porta estará sempre aberta. Entre e sinta-se à vontade. Abraços.