7.5.08

Eu caminho em corda bamba até o limite de meu sonho. As vísceras torturadas pela voluptuosidade me guiam, fúria dos impulsos. Antes de me organizar, tenho que me desorganizar internamente para experimentar o primeiro e passageiro estágio primeiro da liberdade. Da liberdade de errar, cair e levantar-me.

Clarice Lispector

12 comentários:

Layla Lauar disse...

Muito lindo... a liberdade de errar..talvez seja o melhor da liberdade.

beijos Jacinta

Dora disse...

Vejo assim: na primeira fase, a criatura que quer liberdade tem que experimentar o destempero, a desarrumação, onde não se sabe o que escolher...Na segunda fase, experimenta qualquer escolha. Erra. Ou, não erra. Na terceira fase: aprendeu a sentir o sabor de ser livre para escolher, exatamente porque não havia a pressão da ordem, da organização...
Se fui confusa, a Clarice me perdoará. E você, também...
Beijos.
Dora

Luci disse...

Clarice Lispector, sempre única.

Beto Matos disse...

Clarice, Jacinta, Luci, Dauri, Carlinha...
Todos com suas liberdades, todos com seus erros "lispectors".
Beijo!

Girassol disse...

Clarice Lispector provoca em mim duas sensãções: fascínio e angústia.
Creio ser isso que a própria vida me provoca também.

Um beijo.

www.vivovermelho.blogspot.com
www.omeugirassol.blogspot.com

poetriz disse...

Taí um privilégio que não me concedo.
Sou perfeccionista ao extremo.
Uma pena, porque gente assim só sofre na vida...

Bjs!

John Doe disse...

o problema nisso tudo não é o fim nem o começo é o processo... é o que mais doi...

Ilaine disse...

Querida Jacinta!

Lispector! Sempre impressionante: eu caminho até o limite de meu sonho. Que belo.

Clarice e você.
Maravilhoso poder te ler, Jacinta!

Bj

APPedrosa disse...

Clarice tem textos lindos, mas é preciso muita sensibilidade para "pescar" essas pérolas como você faz. Beijos

Analuka disse...

Lindo, especial, instigante, este excerto clariceano!... Sim, às vezes, para reinventar, só passando, primeiro, pelo caos, pela desorganização... Dentre as pedras e poeiras, encontraremos também sementes! Abraços alados, Jacinta.

F. Reoli disse...

Só o cartão de visitas com essas (sempre) mágicas palavrinhas de Clarice, já mostram a aura de poesia, sensibilidade e bom gosto que estão contidos aqui. Grato pela visita e grande beijo!

Claudinha disse...

É o que eu entendo por entropia da alma... Clarice sempre soube das medidas e das desmedidas...
Um beijo!