4.6.08

POR HORA, VOU TOMAR UM CAFÉ

Em suas páginas, faço um passeio, um novo passeio, em palavras já conhecidas que apresentam uma nova melodia em sintonia com o meu compasso. Permitindo-me viver num momento introspectivo, o diálogo, que agora estabeleço, se transforma e se faz vivo em águas claras que me contemplam com possibilidades de ficar cara-a-cara com o meu processo, com a minha vontade de me colocar na existência – existindo – participando das experiências que vivencia o meu Ser, desenvolvendo-me como pessoa . E faço a festa em cada parágrafo, compreendendo-me pessoa, com vontade de me colocar no mundo, viajando na compreensão da atitude do viver no presente, tirando as amarras que me prendem ao passado e enfrentando a ansiedade de projeções para o futuro. Por hora, vou tomar um café e continuar a leitura, apenas sentindo o meu sentir, escutando, com os sentimentos de hoje o que Água Viva, de Clarice Lispector, fala prá mim.

27 comentários:

Lunna Montez'zinny disse...

Olá caríssima, passando por aqui para receber um pouco desse vento ilustrado por suas palavras. É sempre se deixar ser cortina ao comando do vento.
Abraços meus a vc...

Jo disse...

Hummm, aqui a cena acena ao seu texto: resolvi trocar (por hoje) o café pelo vinho, uma pouco de texto, daqui a pouco música...Mereço.
rsrs

:*

Dora disse...

Tomar café e ler Água Viva. A experiência do "agora", no sabor do café na língua, nas papilas, no corpo só sentindo e sendo...o instante...
Eu faço essas experiências de sentir-me viva, em outras circunstâncias.
Mas, lendo Clarice, que "deve ser lida com o corpo"(já que ela escreve com o corpo..)e provando o negror do café...é uma boa pedida.
Beijos, moça!
Dora

ocasodoacaso disse...

Essas pausas para o café são o que reabastece a alma, transforma tédio em vigor, alimentando de esperança aquilo que, por ora, conhecemos e queremos por alguns segundos esquecer.

Eurico disse...

Leitura e café...em se tratando de Água Viva, apuram-se todos os sentidos, ficamos alerta, com ou sem café.

Layla Lauar disse...

Um café com letras, com poesia...lindo. seu texto poderia ser o prefácio do livro de Clarice.

Ficou uma delícia este post.

beijos

KÁTIA CORRÊA DE CARLI disse...

Que lindo, amiga!
Sabe, tenho tanta coisa a esrever sobre livros... acho que esta semana seguirei por esta trilha.
Grande beijo e bom dia

loba disse...

Agua Viva marcou o meu primeiro encontro com clarice. Foi há tantos anos e parece ser hoje. E quanto mais eu leio, mais me sinto dentro do livro! Esta mulher é mágica né? Ai, como eu a amo!!!! rs
Bom por demais ser recebida assim, Jacinta. Aliás, vir aqui é certeza de bom gosto sempre!
Um beijaço, querida.

Alex Sens disse...

Água viva é meu preferido ;)

Francisco Sobreira disse...

Jacinta,
Ler os grandes autores traz, além do prazer da leitura, lições da vida, como ela é, ou deveria ser. Aprendemos muito com eles, sei que estou dizendo o óbvio,todo amante dos livros sabe bem disso. Toma logo o seu café e retorne para Clarice (risos). Um grande abraço.

Carlinhos do Amparo disse...

Grato pelas visitas. Também me encanto com a delicadeza e a sabedoria que habitam esse oásis chamado Florescer.

benechaves disse...

Que o seu café esteja bem gostoso assim como também a leitura desta grande escritora que é a Lispector.

Um beijo com cafeína...

Adriano Caroso disse...

Como você pode ver, não te abandonei! Beijos!

Beatriz disse...

Água viva é um dos mais belos romances da Lispector. Já leste (dela também): Um Aprendizado ou o Livro dos Prazeres?

É também um romance que nos toca de forma profunda, uma bela história de amor, um aprendizado que a Lori (personagem central do livro) faz no seu interior enquanto vai frequentando a vida ao lado de Ulisses.

Na verdade, todos os livros da Clarice Lispector me agradam. Adoro a sua linguagem 'diferente' tão cheia de metáforas, tão rica de significados.

Ficam sorrisos, estrelas, flores e beijos, com meu carinho.

Paulo Vilmar disse...

Jacinta!
Me permita algumas considerações sobre teu blog! Fazia, creio, uma semana talvez um pouco mais, que não te visitava, não vou aqui desfiar o rosário de porquês, mas vou dizer o que senti, ao vir agora, aqui. Desci até as postagens que ainda não havia lido, fui subindo,lendo e uma paz foi, como posso dizer, tomando conta de mim, como se tivesse aberto uma janela, de um ambiente sufocado e ensurdecedor e tivesse sentido uma brisa, leve e perfumada no rosto.
Não estou fazendo metáforas, eu senti isso! És, certamente, uma pessoa iluminada!
Senti o gosto do café, o cheiro da casa e saudade de Clarice!
Beijos.

Osvaldo disse...

Oi Jacinta;
A blogosfera tem destas surpresas, aliás, bem agradáveis...
1°- Fez-me descobrir este belo blog, fácil de percorrer e com post's bem concebidos que nos prende aos mesmos.
2°- Fez-me redescobrir Clarice, com os seus eternos e atraentes textos.
3°- Retornar através do seu blog a Vila Velha, Espirito Santo, cidade (muito bonita) que conheci nos anos 70. De certeza que Vila Velha continua lindissima e com gente simpática e acolhedora como foi sempre o apanágio dessa maravilhosa região.
bjs.

Lyani disse...

Ah... depois me conta como é este livro de Clarice!
Ainda não li, e sou fã dela demais!
Belo texto... como sempre!
Bjoss

Fernando Rozano disse...

o quanto é essencial um stop e nele se reconstituir, um bom café, uma boa música, um bom livro, uma caminhada por parques ou pelas ruas da cidade...chego de viagem, onde meus olhos e alma encontraram nas videiras do interior do RS as cores do outono. de volta, deixo meu abraço carinhoso.

Alice disse...

hhmmmmm ... um cafézinho é uma boa idéia !!

bjkas pra vc

Ana Carolina Braga disse...

Também amo, venero a Clarice Lispector...

Jacinta, existem textos que lemos, e que pela beleza e sensibilidade, gostaríamos de ter escrito. Foi o que eu senti agora. Parabéns!

Claudinha disse...

Sabores e emoções mescladas com o mundo que a leitura nos proporciona... Sábia conduta!
Um beijo!
(Adoro Clarice!)

Lyra disse...

Peço desculpa pela minha ausência...mas às vezes a vida dá voltas inesperadas e o chão parece que nos foge... Torna-se necessário “recolhermo-nos” um pouco, fugir do mundo e fazer uma introspecção profunda. É isso que tenho feito e por isso não te tenho vindo visitar...

A verdade é que me sinto no meio das trevas, onde sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesma. Creio que a própria vida é o único segredo...

Quando estiver mais...animada...voltarei aqui...

Beijinhos e desculpa

Paloma disse...

Café feito com água viva. Ebulição amarga, mas revigorante.

Zeca disse...

Enquanto passeio pelas suas páginas, me encontro com este belíssimo, entre tantos, texto e sinto uma vontade enorme de beber um delicioso café. É o que vou fazer agora, debruçado em minhas janelas e meditando sobre a festa feita em cada parágrafo lido.

Beijos. Bom final de semana.

eder ribeiro disse...

Interessante, eu cliquei no teu link e fui a cozinha justamente pegar um copo de café, pois sem o café eu não viveria, dar tanto prazer como te ler. O vicio pelo café é tão forte como encontrar um texto seu. Bjos carinhosos.

Miguel disse...

Toma esse café e depois voe como um passarinho liberto....

Adriano Caroso disse...

Jacinta, debaixo da chuva que está caindo aqui, um cafezinho e um Clarice seriam a perfeição. Mas não posso fazê-lo nesse momento. Que inveja! Beijos!