14.12.10

CALORES DE VERÃO?


Misturam-se os tempos no corpo que há tempo vive...sobrevive... persiste no desejo de... Viver, assim, com V maiúsculo, com V de prazer em continuar buscando beleza , vivendo, sempre Vivo. O calor da noite se confunde nos calores do tempo vivido na despedida da temporada de fertilidade. Tempo de abrir caminhos para um outro tempo de produtividade?
Ah Sentimentos contraditórios!
Na madrugada, tudo parece tão grande, tão pesado, tão...
Tudo parece tudo.
O nada se confunde com o tudo
e, nada é tudo.
...
E, ao amanhecer,
O tudo, também, é nada.

JacintaDantas

11 comentários:

Paula Barros disse...

Jacinta, por coincidência ontem a noite pensava nisso, como a noite, nas madrugadas o tudo é tão grande, a tristeza, a dor, o vazio...e amanhece o dia e ficamos mais leve, mais solto. Principalmente se choramos, se escrevemos, se fazemos algo para esvaziar o tudo que perturba a mente.

E como VIVER com letras maiúsculas é trabalhoso, é difícil,e como nos exige demais.

beijo

orvalho do ceu disse...

Olá, Jacinta querida
Diante do TUDO... tudo se torna nada...
Bjs de paz

Mai disse...

Uma vez um pescador me disse simples assim: VIVER é jeito, dona.
Mas esse jeito só se aprende vivendo.

A questão, Jacinta é que parece que tudo se amplia na noite e a solidão é maiúscula e plural, amiga.

Escrever ainda é uma porta de emergência.

beijos,

fica bem

saudades de você

Benno disse...

os opostos se completam ou se anulam o que vem a dar no mesmo. a noite não se opõe ao dia, é uma continuação apenas. Separe a noite do dia e acaba este tênue equilibrio. A noite continua congelará o mundo, o dia o incenciará. O giro da Terra sobre si mesmo produz o milagre da vida.
Benno

Bordados e Retalhos disse...

Ai nem me fala de calores....com a menopausa eles se intensificam. E esse sentimento de que tudo é nada ou que nada é tudo acho que também pode estar relacionado com essa nossa fase da vida. Se bem que parece que na adolescência também sentíamos, não tanto calor, mas essas incertezas do tudo que é nada e do nada que é tudo. Bjs

Marcio JR disse...

É complicado quando passamos uma vida inteira aprendendo quase tudo e, ao chegar ao fim da vida, descobrimos que não precisávamos de quase nada daquilo.

Uma belíssima reflexão, Jacinta.

Abraços.

Marcio

layla lauar disse...

a noite sempre me acalmou e ao mesmo tempo sempre me revelou a alma com a maior das forças e energias... sem contrastes, sem nuances, é nessa escuridão amiga que vejo a luz, o brilho, a clareza que procuro. o dia me aflige...pq nunca sei como vai acabar...

vocÊ, como sempre, escrevendo lindamente!

beijos Jacinta

(te "vi" no Benno e senti saudade de ler suas letras)

Benno disse...

assim como as cores iluminam os olhos e os tomam de roldão, a noite, com suas suaves e sutis tonalidades os iluminam de outro forma bem diferente mas que não deixa de ser semelhante ( depender de quem vê). Beijos e obrigado pela visita.

Francisco Sobreira disse...

É isso, Jacinta. Os sensíveis e lúcidos, como você, vivem esses sentimentos contraditórios, até no que se refere às oscilações de humor. Um grande abraço.

Luis Eustáquio Soares disse...

viver tal que o dentro
seja todo o fora,
de sorte que
sejamos toda
a vida.

beijos natalinos
de la mancha

Eurico disse...

Jacinta,
estava lembrando de vc, agorinha. E eis que encontro o teu comentário.
Feliz de te saber bem.

Deus está dentro de nós.

Abraço fra/terno.