18.3.08

(RE) SENTIR

Em meio à tormenta ele ressente a perda. O tráfego não flui e o congestionamento mostra que há fumaça depauperando o seu espaço. Percebe que não volta o que entra e sente os vizinhos, estressados, mudando o rítimo. Atordoado, tem consciência de que nessa via, o que entra tem como vocação natural fazer trocas. Mas, na expectativa da falta, guarda-se, agarra-se e comprime, oprime, fecha as saídas, deixa entrar mais, transborda prá dentro, entorna e envenena. E ele, sente de novo, o deperecimento na alma.

21 comentários:

Luci disse...

Que triste. Ressentir é isso mesmo: doloroso, sem volta. Como remorso. Um sentimento que volta sem ser convidado, instala-se, atormenta. Entriste a alma.

Muito bonito, Jacinta, muito sensível.

Bjo,

Luci

Luci disse...

Que triste. Ressentir é isso mesmo: doloroso, sem volta. Como remorso. Um sentimento que volta sem ser convidado, instala-se, atormenta. Entriste a alma.

Muito bonito, Jacinta, muito sensível.

Bjo,

Luci

John Doe disse...

Triste, irritado de certa forma, mas não incorreto, isso de forma e nem em momento algum...

PS.: Meu blog agora tem companhia, pela minha ausencia, e por meu anseio de não deixar meu caderno esquecido num canto, convidei meu primo que apesar de ter problemas em editar seus posts, escreve muitas vezes melhor que eu... espero que seja uma mudança a acrescentar...

Layla Lauar disse...

Jacinta, encantadíssima com tudo que li agora, incrível como vocÊ é criativa, como lida maravilhosamente bem com as palavras. Amei, todos os seus escritos. Lindos!!!

um beijo de admiração!

Adriano Caroso disse...

Quando li "OLHAR" achei que tinha lido tudo. Depois li "OLHARES" e vi que tudo pode ter plural. Mas quando li "(RE)SENTIR", descobri que deveria voltar no tempo para entender o mundo que Floresce no seu blog. Quanto menos entendo, mais fico louco por ele!

F. S. Júnior disse...

certas coisas não devíamos sentir jamais...

Ilaine disse...

Oi, Jacinta!

Belo texto, muito profundo.
Parbéns!

Abraço

Moacy Cirne disse...

Re-sentir, re-atordoar, re-mostrar, re-entrar, re-olhar: sentires, olhares, fazeres. Beijos.

Alice disse...

Perder já nos traz dor. Esse sentir de volta a perda deve ser um aprendizado e tanto. Já perdi, já ganhei, já passei sem ser percebida. Viver sempre traz sensações e tormentas. Mas vivemos - isso é ter coragem.

Gosto demais de ler vc, Jacinta.
Bjs de admiração.
Letícia

Ricardo Rayol disse...

vivemos meio que atordoados, felizes aqueles que não se dão conta. bom texto. e obrigado pela visita.

Paulo Vilmar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Vilmar disse...

Jacinta!
Atrapalhei-me e excluí o comentário! Estava falando do correr só para não chegar...
Beijos.

Opuntia disse...

Ah, Jacinta!Há tanto tempo ñ passo por aqui e qdo volto me deparo c/ tanta coisa boa! Seu blog está, como sempre, florido e colorido e suas palavras ajudam a enfeitar este lindo jardim, na verdade elas são a essência dele.

Bjos!!

Narradora disse...

Sentir e sentir de novo, se é perda, nossa, "transborda pra dentro" mesmo...
Bj

jorge disse...

Amiga,

Outro dia brinquei em um Blog, no qual vc já tinha deixado um comentário, que lá já existia o comentário de minha amiga capixaba que segue os passos de Anchieta.
Estou atordoado também com o que motivou esse seu texto.
Temos que lidar e, sobretudo, combater esse sentimento. A única forma, aqui tento também responder sobre meu último poema postado (raizes) e que temos que nos doar sem a expectativa do retorno.
No mínimo, seremos felizes - não seria este o motivo de nossa existência...

Abraços,

Jorge Elias

Zeca disse...

Jacinta,

belíssimo texto, denso o suficiente para aproximar-nos de todos os sentimentos de perda que um dia transbordaram para dentro de nós, envenenando nossa alma. Beijo. Carinho.

Raio Gomes disse...

Pois que volte sempre...
Também sinto verdadeiro o que escreves.


Um abraço!

eder ribeiro disse...

devido a pressa que vivemos hoje nos cegamos para o que acontece em nossa volta. Seu texto é de uma sensibilidade encantadora. Bjos.

Madalena Barranco disse...

Oh, Jacinta, "ressentir" não será algo assim como dirigir com sobriedade os próprios sentimentos desgovernados? Boa reflexão. Beijos.

Fernando Rozano disse...

dentro, todos os segredos e respostas. dentro do dentro, a vida. abraços.

Lunna Montez'zinny disse...

A gente sempre se perde em algum momento e nem sempre se acha. Curioso como se pode existir e simplesmente desaparecer no momento seguinte...