27.1.11

SENTIDO
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Resolvi fazer o que você me aconselhou. Tudo bem, já se passou muito tempo, mas só agora escuto que o caminho, quem sabe, seja esse.  Ficar sozinho não alivia a dor. O que me compõe é feito de muitos, em especial eles,  que são doze, doze pares conectados , como os 12 apóstolos, interligados e interligando-se ao meu Eu, sentido nos  sentidos – todos os sentidos – inclusive o sexto, esse que clareia mas, também, confunde minha percepção de mundo, de gente...de vida. Quando  a dor no trio é aguda,  apresento uma face irreal, com mais uma máscara de irritabilidade exigindo que eu fique isolado, de preferência no escuro. Quem sabe o escuro esteja me protegendo, fantasiosamente, dos perigos. Mas, como lhe disse, resolvi fazer o que você me aconselhou.  Mais tarde darei notícias.
Um beijo.

JacintaDantas

6 comentários:

Dauri Batisti disse...

Linto texto Jacinta, de ler e sentir, algo assim, comparar não é legal, mas sempre que leio teus textos lembro Clarice Lispector.

Bem, de escutar o que importa é escutar, a personagem vai dizendo que se passou muito tempo, mas isto, o que importa? o que importa, penso, vou pensando, digo com voz baixa, é o caminho e a descoberta lenta, lenta, lenta, sofrida deste sexto modo de sentir, um além de, um apesar de que, um a mais no menos.

Esperaremos as notícias que serão trazidas em palavras bem escritas, em dobras bem dobradas, com carinho, com carinho deixo um beijo, tenha um lindo dia.

orvalho do ceu disse...

Olá, querida jacinta
Também me alio à penunbra e me integro novamnte...
Bjs de paz

Paula Barros disse...

Jacinta, é interessante como o escuro pode nos esconder, ou a claridade em excesso também. Tanto um como outro pode nos esconder, ou nos proteger de um novo horizonte.

(ah, foi assim que li, que senti)

beijo

Jens disse...

Sempre é tempo de seguir bons conselhos. Como observou Chico: "inutil dormir que a dor não passa".

Beijo, Jacinta.

Eurico disse...

Oi, Jacinta,vim responder aqui:

...apesar de que as canções dos blocos líricos costumam ser um pouco nostálgicas, as Flores do Capibaribe possuem a marca da alegria. Por esse motivo, a ala dos compositores do bloco cuida em dar um tom menos melancólico aos nosso frevos-de-bloco, uma variante das marchinhas, com toda a harmonia sustentada em pau e corda: flautas e clarinetas, banjos e violões.

Esse é o nicho mais poético do carnaval multicultural do Recife.
No bloco lírico se dança lentamente, dos oito aos oitenta anos rsrsrs

Essa é a minha praia.rsrs

Saudações líricas.
Beijos e flores!

Eurico disse...

O azul daqui também está lindíssimo!
Dá vontade de voar nesse céu e re/florescer!

Beijos e muitas flores1