22.6.09



Ela apaziguara tão bem a vida, cuidara tanto para que esta não explodisse. Mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite - tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso.

Clarice Lispector

10 comentários:

Amarísio Araújo disse...

Ah,apaziguar a vida!Simples,não?Clarice sempre me causa inquietações.

Beijos,Jacinta!

Opuntia disse...

Não me canso de ler e reler esse conto, e a cada leitura, uma nova emoção. É incrível o modo como a Clarice mexe com a gente!


Bjs

Jens disse...

Oi Jacinta.
Por mais que tentemos, é impossível abolir o imprevisto do nosso cotidiano.
Coisas da vida.

Um beijo.

paula barros disse...

Não dá para ter tudo sob controle.

beijo

Ilaine disse...

Querida amiga!

As palavras de Clarice sempre tão especiais e tocantes.

Jacinta, que tão belos os teus trabalhos artísticos. Adorei o colorido deles. Parabéns, linda menina!

Beijo

Tiago Soarez disse...

Clarice,
Sempre Clarice!

Beijo, Jacinta!

Eurico disse...

Jaci, há quanto tempo. Passei para saber de vc.
Um abraçamigo e muita paz!

John Doe disse...

adoro essas ironias...

Jota Effe Esse disse...

Zelo demais faz mal, o melhor é deixar fluir controlando o que puder e se não puder, sorrir! Meu beijo.

Mai disse...

Conheci um cego que percebia tudo ao redor. Sabia pelo cheiro quando uma mulher conhecida se aproximava. Sabia pelos traços da face, quando esta mulher estava alegre ou triste. Percebia a textura das coisas, percebia o agito dos dias...
Conheci um homem que não era cego que ele, não percebia nada ao redor, nada sentia, nada via.

Beijos, querida.
Estou com saudades de você.